Inscrições encerradas. resultado geral: 13 a 17 de Julho
Informamos que, por razão do elevado número de inscrições recebidas para o edital, será necessário adiar o prazo para a divulgação do resultado. Essa medida permitirá que todas as candidaturas sejam analisadas com o devido cuidado, garantindo um processo de avaliação justo e criterioso. O resultado geral será divulgado entre o dia 13 e 17 de Julho.
O edital I é voltado a jovens pesquisadores(as) de qualquer área do conhecimento, com até 35 anos, título de mestrado e oriundos(as) ou residentes na Amazônia Legal brasileira, interessados(as) em desenvolver estudos ao longo do período do projeto.
Para esta chamada, cada pesquisador(a) selecionado(a) receberá bolsa-auxílio mensal de R$ 3.300,00 (três mil e trezentos reais) durante nove meses.
O edital II é voltado a grupos, coletivos, associações e movimentos urbanos que atuam nas cidades da Amazônia Legal. Podem participar iniciativas com ou sem CNPJ, desde que estejam ativas e possuam orçamento anual de até R$ 300.000,00 (trezentos mil reais).
Para esta chamada, o valor máximo por projeto será de até R$ 45.000,00 (quarenta e cinco mil reais).
A Amazônia, apesar de reconhecida por sua vasta diversidade ecossistêmica e cultural, enfrenta desafios urbanos que tendem a ser agravados pela crise climática, pela desigualdade socioespacial e pela reprodução de modelos de urbanização historicamente desconectados das realidades locais. Embora mais de 70% da população amazônica viva em áreas urbanas, as especificidades das cidades da região ainda permanecem pouco incorporadas às agendas de desenvolvimento, adaptação climática e formulação de políticas públicas.
Em um cenário de intensificação das mudanças climáticas, marcado pelo agravamento dos alagamentos, do calor extremo e da precariedade da infraestrutura urbana, torna-se urgente construir caminhos de adaptação climática capazes de dialogar com os modos de vida, os ecossistemas e as formas de organização social da Amazônia urbana. Apesar dos desafios, as cidades amazônicas possuem grande potencial para produzir soluções urbanas articuladas às suas realidades territoriais, culturais e ambientais, fortalecendo experiências locais, práticas comunitárias, tecnologias sociais e pesquisas territorialmente situadas.
O Programa NÓS – Ideias e Práticas na Amazônia Urbana nasce do reconhecimento de que as cidades são construções coletivas, tecidas por pessoas, territórios, saberes e práticas que já existem e transformam a Amazônia urbana. Estruturado a partir de dois editais — um voltado ao fomento de organizações da sociedade civil e coletivos urbanos, e outro direcionado à concessão de bolsas para pesquisadores(as) amazônidas — o programa busca fortalecer iniciativas, ampliar espaços de articulação e contribuir para a circulação de conhecimentos e experiências produzidas na Amazônia urbana.
Mais do que apoiar projetos pontuais, o Programa NÓS propõe a construção de uma comunidade de prática e aprendizagem coletiva, promovendo escutas, trocas e colaborações entre sociedade civil, pesquisadores(as), coletivos, comunidades e poder público. Além do apoio financeiro, os participantes selecionados terão acesso à estrutura da Casa da Cidade, espaço do Laboratório da Cidade voltado ao desenvolvimento de atividades, pesquisas, encontros e processos colaborativos.
Não. Embora o Laboratório da Cidade esteja sediado em Belém, o edital possui abrangência voltada à Amazônia Legal. A proposta busca apoiar jovens pesquisadores(as), organizações da sociedade civil e coletivos urbanos que atuam em diferentes cidades e territórios dos estados que compõem a Amazônia Legal.
O Edital I estabelece o recorte de até 35 anos por ser voltado ao impulsionamento de jovens pesquisadores(as) amazônidas, como continuidade do LabPesquisa, que em sua primeira edição, realizada em 2025, priorizou vagas para jovens de até 29 anos. Nesta nova edição, o programa amplia essa faixa etária, reconhecendo a diversidade de trajetórias formativas, profissionais e territoriais vivenciadas pelas juventudes amazônicas.
A proposta desse recorte parte do reconhecimento de que as juventudes permanecem sub-representadas em espaços de formulação de políticas públicas, produção de conhecimento e instâncias de decisão relacionadas às agendas climáticas e urbanas. Organismos internacionais, como a ONU, alertam para a necessidade de ampliar a participação efetiva de jovens nos processos de tomada de decisão, especialmente diante dos desafios impostos pelo agravamento das mudanças climáticas e pelas desigualdades urbanas (ONU, 2025).
O edital também considera o entendimento da própria ONU de que não existe uma definição universal de juventude, uma vez que essa noção varia conforme contextos sociais, econômicos, culturais e territoriais.
O edital também reconhece que as juventudes possuem papel estratégico na construção de respostas para os desafios socioambientais contemporâneos. Dados do Atlas das Juventudes mostram que 24% dos jovens brasileiros consideram meio ambiente e desenvolvimento sustentável temas prioritários para o debate público, em patamar semelhante a pautas como educação, racismo e futuro profissional. Além disso, entre jovens que participam de coletivos ou grupos organizados, 51% afirmam que escolheriam participar de iniciativas ligadas à defesa do meio ambiente e da ecologia (BRASIL, 2013b). Estudos também apontam que jovens demonstram forte conexão com agendas ecológicas locais e territoriais, especialmente aquelas relacionadas aos espaços onde constroem vínculos de pertencimento e experiência cotidiana (BARROS, 2020).
Nesse sentido, o edital compreende a importância de ampliar as condições de participação, produção de conhecimento e incidência pública de pesquisadores(as) amazônidas nas agendas urbanas e climáticas. Ao adotar esse recorte, o edital busca fortalecer trajetórias e projeção de jovens pesquisadores(as) amazônidas em ambientes que buscam conectar agendas públicas ao processo de produção de evidências científicas, reconhecendo também que trajetórias acadêmicas e profissionais na Amazônia frequentemente se desenvolvem em contextos marcados por desigualdades profundamente estruturais, limitações institucionais e desafios territoriais específicos que variam entre toda a região.
Sim. Tanto propostas de organizações quanto de pesquisadores(as) que já estão sendo ou serão financiadas por outros programas, editais, organizações ou parceiros podem ser submetidas.
Nesse caso, o apoio já existente ou previsto deverá ser informado no formulário de inscrição, indicando quais atividades, etapas ou entregas do projeto já estão contempladas por outros recursos e de que forma o cofinanciamento do Programa poderá complementar, fortalecer ou ampliar a proposta.
No caso específico de pesquisadores(as), o Programa prevê a entrega do resultado da pesquisa em formato previamente acordado entre as partes e formalizado em contrato. Portanto, pesquisadores(as) que contem com cofinanciamento devem verificar previamente a compatibilidade entre esse apoio e os termos deste edital, especialmente no que se refere às entregas, prazos, direitos de uso e divulgação dos resultados.
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