
Esse mapeamento tem como foco identificar e compreender as iniciativas que possuem impacto direto nas áreas urbanas da Amazônia, abrangendo temáticas como mobilidade urbana, direito à cidade, saneamento, habitação, entre outras.
Por meio desse mapeamento é possível identificar práticas inovadoras, soluções sustentáveis e experiências que podem ser referência para o planejamento urbano na Amazônia.
O mapeamento é realizado pelo Laboratório da Cidade, para disponibilizar à sociedade civil, os atores climáticos da Amazônia Urbana e compreender a trama de articulações e ações que existem nos territórios da região.
Este mapeamento é atualizado periodicamente e segue com o fluxo aberto para indicações.
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metodologias
O mapeamento teve inicío em 31 de maio de 2023, por meio da Campanha de Mapeamento, e seu primeiro ciclo se encerrou em 30 de abril de 2024, no lançamento oficial deste mapa. A metodologia de mapeamento para alcançar as iniciativas amazônicas se deu de 4 formas:
- Mapeamento ativo:
Durante 3 meses (de maio à agosto de 2023), o Laboratório da Cidade pesquisou ativamente as organizações que atuam nas cidades Amazônicas por meio das redes sociais; pesquisas ativas em buscadores online; entrevistas e reportagens de veículos de imprensa (digitais e físicos); menções e indicações em produções acadêmicas e formulários antigos de participação das organizações e agentes de transformação em atividades do Laboratório da Cidade. - Mapeamento passivo:
Durante 7 meses (de maio à dezembro de 2023) o Laboratório da Cidade divulgou e disponibilizou um formulário online para que a sociedade civil ativamente pudessem responder indicando a sua organização ou organizações conhecidas para o mapeamento. O formulário foi disponibilizado nas redes sociais e site do Laboratório da Cidade, compartilhado por atores parceiros e também disponibilizado nas oficinas colaborativas da Agenda de adaptação climática para Amazônia urbana. - Oficinas Colaborativas da Agenda de adaptação climática para Amazônia urbana:
Durante o período de realização das 5 oficinas online e 3 presenciais, o mapeamento foi disponibilizado das seguintes formas: 1) no formulário de inscrição havia um campo para indicações gerais de organizações e agentes para o mapeamento e outro campo direcionado aos representantes de organizações da sociedade civil para preencherem diretamente o mapeamento indicando a sua própria organização; 2) Nas aberturas das oficinas, o qr code do mapeamento foi disponibilizado e os participantes poderiam acessar direto o formulário para preencher ou compartilhar. - Entrevistas:
Realizamos entrevistas com parceiros de diferentes territórios para que pudessem falar sobre o ecossistema das organizações de sociedade civil e contribuir com o mapeamento, indicando organizações e agentes transformadores de seus respectivos locais. Estes nomes compartilhados, foram mapeados ativamente posteriormente para a coleta completa das informações.
As organizações mapeadas foram convidadas a participar das Oficinas Colaborativas da Agenda de adaptação climática para a Amazônia Urbana, conforme os eixos temáticos se assimilavam a sua atuação, o que permitiu não só a o enriquecimento do processo participativo, como também a retro-alimentação do processo de coleta de dados.
Este mapeamento não tem a pretensão de concentrar todos os agentes existentes, principalmente pelo reconhecimento das limitações existentes da metodologia. Seu propósito é contribuir com a ampliação do ecossistema de atuação da sociedade civil da Amazônia Urbana, revelando redes e agentes transformadores de seus territórios e regiões. Para tanto, o mapeamento segue com o fluxo aberto para contribuições contínuas.
ENTREVISTADOS

TEMAS DE ATUAÇÃO
HABITAÇÃO
Moradia adequada, segura e acessível para todos os residentes urbanos, com infraestrutura básica, como água e saneamento, mas também com sustentabilidade ambiental e a qualidade de vida dos moradores, promovendo a inclusão social e redução da pobreza urbana.
MOBILIDADE
Cidades mais acessíveis, eficientes e resilientes, promovendo a inclusão social, reduzindo a poluição do ar e contribuindo para a mitigação dos impactos das mudanças climáticas, promovendo modos de transporte não motorizados, como caminhada e ciclismo, bem como o fortalecimento do transporte público.
SANEAMENTO
Melhorar a saúde pública, proteger o meio ambiente e promover a qualidade de vida nas cidades através do acesso a serviços de saneamento básico adequados, incluindo abastecimento de água potável, coleta e tratamento de esgoto, gestão adequada de resíduos sólidos, e higiene.
RELAÇÃO SOCIONATUREZA
Valorizar, proteger, restaurar e usar de forma sustentável as áreas naturais (exemplo: florestas, rios urbanos) responsáveis pela biodiversidade e pelos serviços ecossistêmicos (exemplo: áreas verdes que regulam o microclimático, rios urbanos para o abastecimento de água) que atendem a população urbana. Usar soluções baseadas na natureza e construir infra estruturas eficientes e capazes de suportar pressões e situações extremas.
Economia urbana e verde
As cidades devem organizar as relações e fluxos de produção e consumo no território, a concentração de riqueza, as oportunidades de trabalho, emprego e renda, para que seja possível garantir oportunidades às pessoas para seu sustento e bem-estar cotidianos, promovendo a prosperidade e o desenvolvimento econômico local sustentável, inclusivo, verde e resiliente, valorizando o empreendedorismo local e pequenos comércios.
PATRIMÔNIO MATERIAL E IMATERIAL
Reconhecer, valorizar, proteger e respeitar o patrimônio cultural, natural, material e imaterial nas cidades e nos processos urbanos, preservando a identidade, os costumes e os saberes locais e regionais, levando em consideração a diversidade dos bairros, municípios e regiões, bem como a população vulnerabilizada.
Cidade democrática e participativa
Democratizar e fortalecer o planejamento, a gestão e a governança urbana por meio da participação popular efetiva, institucionalizando e fortalecendo a democracia na gestão e na governança da cidade, com mecanismos inclusivos e métodos colaborativos adequados para que todas as pessoas possam participar efetivamente.
Espaço público
Promover espaços públicos acolhedores, acessíveis, seguros e verdes para todas as pessoas, atendendo às diferentes necessidades da vida urbana, garantindo o encontro e a cooperação entre gerações e incentivando o senso de comunidade.
Finanças municipais eficientes, inovadoras e justas
Promover a justiça social, distribuição justa dos recursos, dos benefícios, problemas da urbanização e o desenvolvimento sustentável por meio de finanças municipais eficientes, inovadoras e transparentes.
Políticas urbanas integradas
Usar abordagens que unam setores, temas, pessoas, governos e instituições diversas para integrar as políticas urbanas e aprimorar mecanismos para tomar decisões, planejar, orçar, implementar e gerir as ações no território de forma integrada.
DIREITO À CIDADE
Garantir o direito à cidade a todas as pessoas, independente de origem, raça, etnia, sexo, idade, identificação de gênero, orientação sexual, deficiência, condição socioeconômica, religião ou qualquer outra característica social ou cultural. Garantir que todas as cidades cumpram com suas funções sociais, independente de tamanho, população, localização, bioma ou qualquer outra característica social, econômica ou ambiental do território.
quem pode participar
- Organizações:
- Iniciativas:
- Poder público:
Enquanto poder público nos referimos a projetos, programas, políticas públicas ou ações especifífcas nas cidades amazônicas promovidos por entidades públicas (governos, prefeituras, secretarias, etc.).