Caminhos seguros para a escola
O projeto “Caminhos seguros para a escola” foi iniciado, em 2022, com o apoio do Ministério Público do Trabalho. O objetivo do projeto foi levar oficinas para escolas públicas, do município de Belém, com debates sobre um repertório diferente de desenho urbano, com foco em mobilidade urbana segura e estratégias de moderação de tráfego, interagindo com os estudantes e educadores e estimulando-os a pensar em como poderiam tornar o entorno das escolas mais caminhável.
Para tanto, foram mapeadas escolas da rede pública de Ensino Fundamental e Médio em Belém. Posteriormente, estes dados foram cruzados com indicadores de sinistros de trânsito, a fim de definir a localização das escolas que seriam contempladas pelo projeto. Foram escolhidas duas escolas na mesma esquina, no bairro do Guamá, Escola Frei Daniel e Escola Padre Leandro Pinheiro (localizadas na Travessa Liberato de Castro com a Rua Barão de Igarapé Miri). A esquina escolhida é uma das mais inseguras da área central de Belém, com alto número de acidentes. As turmas selecionadas para as oficinas foram uma turma de 3º ano do ensino médio e uma do 3º ano do ensino fundamental com, em média, 20 alunos cada. As oficinas contaram com explanação teórica adaptada para cada público e momentos de prática para que os estudantes identificassem os caminhos que faziam para a escola, falando dos aspectos positivos e negativos do seu entorno e construindo mapas dos desejos com o que gostariam de ver ali. Essas metodologias combinadas ao método Crazy 8 e desenhos livres, permitiram que os alunos co-criassem propostas para a área que, posteriormente, foram incorporadas ao projeto final, de acordo com as possibilidades. Todo o processo contou com a participação de acadêmicos do curso de Arquitetura e Urbanismo do CESUPA, que ficaram responsáveis por tabular os dados e resultados e, a partir deles, desenvolver anteprojetos para o cruzamento em que ficam situadas as escolas. Ao final e com base nos resultados, foi desenvolvido um projeto pela equipe do Laboratório da Cidade e iniciadas as negociações com a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (SEMOB) para sua implementação.